Prefeitura do Rio demite Monique Medeiros; ré pela morte do filho Henry Borel perde cargo de professora
Prefeitura do Rio demite Monique Medeiros; ré pela morte do filho Henry Borel O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) demitiu nesta quarta-feira (25) Monique Medeir...
Prefeitura do Rio demite Monique Medeiros; ré pela morte do filho Henry Borel O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) demitiu nesta quarta-feira (25) Monique Medeiros, ré pela morte do filho, Henry Borel. A medida foi publicada no Diário Oficial. Com a decisão, Monique perde o cargo de professora na rede municipal do Rio e deixa de ser servidora. O menino morreu há 5 anos com sinais de agressão em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Após uma série de idas e vindas, afastamentos e retornos administrativos, o processo administrativo disciplinar (PAD) votou pela demissão da professora. O processo da Secretaria de Educação avaliou a conduta da docente. Desde o crime, Monique vinha recebendo salários como servidora pública municipal. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça 🔎 No serviço público, a demissão é uma sanção disciplinar punitiva aplicada a servidores estáveis ou durante o estágio probatório, após um PAD comprovar falta grave. Diferente da exoneração, a demissão mancha o histórico funcional e resulta na perda do cargo e da matrícula. Caso Henry Borel: Entenda por que o julgamento foi adiado De acordo com o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, a decisão de afastar a servidora das atividades em escolas ocorreu após ela ser solta pela primeira vez. “O entendimento é que cabia, sim, a demissão. Eu sempre disse que ela nunca voltaria para a sala de aula. Solicitei ao prefeito (Eduardo) Cavaliere a demissão, com base no Estatuto do Servidor e no código de moral. Ela tratava justamente da atribuição fundamental da vida de um aluno, que é educar e cuidar das nossas crianças”, explicou Ferreirinha, destacando que processo administrativo foi encerrado. A defesa de Monique ressaltou que não teve acesso ao conteúdo do ato que gerou a demissão da servidora concursada. "Importante ressaltar que Medeiros confia na justiça e na correta aplicação das lei por parte da Prefeitura e que analisará o caso para, se possível, apresentar recurso hierárquico ao Prefeito da Cidade. Em tempo, ressaltar que está disponível ao Secretário Renan Ferreirinha para realizar qualquer esclarecimento necessário, no sentido de reverter a decisão por ele exarada", disse o advogado Hugo Novais. Monique perdeu o cargo público apenas dois dias depois de deixar a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, onde estava presa. Ela havia sido beneficiada por uma decisão da juíza Elizabeth Louro, do 2º Tribunal do Júri, que relaxou a prisão preventiva para evitar o que a juíza considerou um “constrangimento ilegal”, já que o júri popular foi adiado para 25 de maio. Logo após a soltura, porém, o Ministério Público do Rio (MPRJ) entrou com um recurso pedindo que a Justiça revogue a decisão e que Monique retorne ao sistema prisional imediatamente. O pedido está sendo analisado pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). O júri foi adiado depois de uma manobra da defesa do ex‑vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho. Os advogados deixaram o plenário após a juíza Elizabeth Louro negar um pedido de adiamento. Sem defensores, a sessão não poderia prosseguir e precisou ser remarcada. A reportagem tenta contato com a defesa da agora ex-servidora. A pedagoga Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, de 4 anos, depõe durante audiência no plenário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) Mauricio Almeida/Estadão Conteúdo